Bestiário parte da ideia de que nosso processo de civilização se dá como uma parábola matemática, sendo o seu vértice o ponto máximo de resistência do racional aos nossos instintos, e a partir do qual se inicia uma curva descendente rumo ao primal dentro de nós. Quando o humano se torna demasiado humano, ele se desumaniza. Nos tornamos uma aberração da natureza: a besta-fera munida dos vícios e preconceitos do homem. Do ponto de vista da forma, a manipulação digital de fotos de próprias e imagens de arquivo faz surgir na tela criaturas estranhamente familiares apesar de suas formas difusas, graficamente anárquicas às quais se juntam o elemento tipográfico, uma constante na minha obra, herança do meu trabalho enquanto designer gráfico.

R.

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